As taxas de juro implícitas nos empréstimos à habitação voltaram a aumentar, em Janeiro de 2008, uma tendência verificada desde Dezembro de 2005. Esta evolução foi partilhada por todos os prazos e destinos.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou hoje que "a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se, no mês de Janeiro, em 5,602%, agravando-se em 0,085 p.p. face ao mês anterior e prolongando a tendência de subida iniciada em Dezembro de 2005", mês marcado pelo início do ciclo de subidas de juros efectuado pelo Banco Central Europeu (BCE).
Esta tendência foi partilhada por todos os prazos. Nos contratos celebrados nos últimos três meses a taxa de juro implícita aumentou 0,041 pontos percentuais (p.p.) para os 5,401%. Nos contratos celebrados nos últimos seis meses cresceu 0,113 p.p. e nos últimos 12 meses aumentou em 0,116 p.p. para os 5,303% e 5,290%, respectivamente.
Além desta evolução se ter verificado em todos os prazos também se arrastou por todos os destinos de financiamento.
"A subida mensal da taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação em vigor abrangeu, ainda, os dois Regimes de Crédito. A taxa de juro do Regime Geral registou uma subida de 0,097 p.p., passando para 5,491%, enquanto a do Regime Bonificado Total aumentou 0,048 p.p., situando-se em 6,025%", revela ainda o INE.
No mês de Janeiro, o valor médio do capital em dívida no total dos contratos de crédito à habitação em vigor foi de 52763 euros, traduzindo um acréscimo de 227 euros face ao mês anterior. Uma evolução também partilhada por todos os prazos dos contratos.
Quanto ao valor médio da prestação vencida, "nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 449 euros, o que representou um decréscimo de 2 euros face ao mês anterior, ficando este valor bem acima do valor médio do conjunto dos contratos em vigor, que foi de 348 euros", adianta o INE.
Fonte: Canal de Negócios