O valor médio de avaliação bancária das habitações no Continente, caiu 0,9%, no primeiro trimestre deste ano, para 1.220 euros por metro quadrado. Portugal acompanha assim a tendência dos restantes países europeus onde o sector imobiliário tem vindo a registar desvalorizações acentuadas.
O valor médio de avaliação bancária das habitações no Continente, caiu 0,9%, no primeiro trimestre deste ano, para 1.220 euros por metro quadrado. Portugal acompanha assim a tendência dos restantes países europeus onde o sector imobiliário tem vindo a registar desvalorizações acentuadas.
O valor médio de avaliação bancária de habitação no Continente fixou-se, no primeiro trimestre de 2008, em 1220 euros/m2, correspondendo a um decréscimo trimestral de 0,9% e homólogo de 1,5%, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Por regiões, apenas o Alentejo e o Norte registaram variações trimestrais positivas, de 1,4% e de 0,3%, respectivamente. Nas restantes regiões, destaque-se o decréscimo de 2,9% verificado na região do Centro.
Na Área Metropolitana de Lisboa, a variação face ao trimestre anterior foi nula, enquanto na Área Metropolitana do Porto se verificou um aumento de 0,3% do valor médio de avaliação bancária de habitação.
Em termos homólogos, todas as regiões registaram diminuições, a mais intensa das quais na região do Centro (-4,9%).
No caso dos apartamentos, o valor médio da avaliação bancária no Continente diminuiu 0,1% face ao trimestre anterior e 1,4% face ao trimestre homólogo.
Em relação às moradias, o valor médio de avaliação bancária no Continente registou uma variação trimestral de -2,2% (0,4% no trimestre anterior) e uma variação homóloga de -2,3% (-0,7% no trimestre homólogo).
Por tipologias, é possível constatar que a dispersão dos valores relativos a apartamentos é maior do que nas moradias e que o maior valor continua a ser de apartamentos T1 ou inferior (1479 euros/m2), embora descendo 2,9% face ao trimestre anterior. Seguem-se os apartamentos T2 (1283 euros/m2), diminuindo 0,3% face ao registado no quarto trimestre de 2007. No caso das moradias registaram-se descidas em todas as tipologias, com realce para as moradias T2, com -4,8% de variação trimestral e para as T5 ou superior (-4,3%).
As regiões da Grande Lisboa e do Algarve continuaram a apresentar os valores médios de avaliação bancária de habitação mais elevados, posicionando-se acima da média do Continente em 28,3% e em 27,4%, respectivamente.
Fonte: Jornal de Negócios