Os portugueses acham que a sua situação financeira doméstica vai melhorar ligeiramente, mas afirmam que não vão conseguir poupar nos próximos 12 meses, nem tencionam fazer «grandes compras».
Aliás, já estão com dificuldades em amealhar e, neste capítulo, o pessimismo é semelhante ao verificado em Junho do ano passado, de acordo com os dados relativos à confiança dos consumidores, ontem divulgados pela Comissão Europeia, diz o «Diário de Notícias».
Comprar carro e casa nos próximos meses? Os consumidores responderam negativamente aos inquéritos publicados pela Comissão Europeia e já em Maio deste ano estavam mais pessimistas do que em Junho do ano passado.
E, apesar de os comerciantes estarem ligeiramente mais optimistas, a prova é que há mais portugueses que afirmam taxativamente que não pretendem efectuar «actualmente» a «grandes compras».
A economia, em geral, pode melhorar a médio prazo, mas no mês em que foi conhecido o aumento do desemprego, os portugueses temem um agravamento no mercado de trabalho nos próximos 12 meses, apesar de anteciparem para o próximo trimestre uma estabilidade no emprego.
A confiança dos industriais portugueses no desempenho da economia portuguesa aumentou em Maio, estando pela primeira vez em três anos em valores positivos.
Isto deve-se, essencialmente, ao aumento da carteira de encomendas com origem externa, o que poderá impulsionar a produção para os próximos meses. Os dados mais recentes relativos ao comércio externo indicam que as exportações nacionais continuam em bom ritmo durante o primeiro trimestre deste ano.
Optimistas estão também os lojistas, apesar de o inquérito revelar uma deterioração da confiança dos consumidores.
O retalho espera um aumento do volume de negócios para os próximos meses e inclusivamente existem expectativas de aumento do número de empregos no sector.